
(07/07/2008)
Os pilotos da M-Factor foram até Monza para mais uma corrida no histórico circuito de Monza, utilizando o trecho oval abandonado. A reportagem completa, você confere abaixo.
Monza, 6 de julho de 2008.Mais uma vez na história da CBAV, os pilotos e fãs do automobilismo se juntaram no circuito histórico de Monza para realizarem duas corridas utilizando a parte desativada do autódromo: o oval inclinado, ou "soprelevatta". Anteriormente chamada de Circuito de Milano, o segundo evento na pista italiana teve o traçado batizado de Brianza, e o simulador, desta vez, foi o rFactor. De todos os carros disponíveis atualmente, foi escolhido o sensacional mod World Touring Cars Championship, ou simplesmente WTCC.
Na pista, desfile de BMWs, Alfa Romeos, Chevrolets Lacetti, Seats León, e em momentos de descontração, até se viu um Peugeot 407 perdido entre os grandes. A grande estrela do fim de semana ficou mesmo com a marca alemã, que dominou treinos e corridas, tanto no evento que utilizava apenas o traçado oval, como na prova do segundo dia, a corrida dos 10 km de Monza-Brianza. Os carros espanhóis da Seat, que, em tempo, possuem motor Volkswagen, surpreenderam nas curvas do GP de 10 km, enquanto os carros Alfa Romeo despejavam potência nos trechos de maior velocidade.
Primeiro dia: 35 voltas na "soprelevatta"
Foram oito os pilotos que apareceram em Monza na sexta-feira, dia 4 de julho. Andrei e Victor Targino entraram em família pela TRD Furia com seus Lacetti, da Chevrolet, apesar de terem já reservados os carros da Seat para a prova. Já Rodrigo Thiers representou sozinho sua equipe, a MKR-Bromer. Gabryel Ribeiro e Douglas Santana vieram equipados de Alfa Romeo 156, pela equipe AS Brasil Racing. Vinicius Gonçalves também teve que correr sem seu companheiro de equipe, inscrevendo assim a BMW-VG Motorsport. E os outros dois BMW 320si estavam nas mãos de Renato Pereira e Fernando Porteiro, pela Apple Racing Team.
Com algum atraso, os pilotos fizeram um treino de classificação disputado até o fim, reinando a pole position de Vinicius Gonçalves. Ao seu lado, largaria Renato Pereira, que com problemas de conexão, acabou perdendo todas as posições e foi para último. O beneficiado foi seu companheiro de equipe, Fernando Porteiro, que na largada aproveitou a melhor relação de marchas e assumiu a liderança. Por 4 voltas a disputa pelo segundo lugar foi dura entre Vinicius, Douglas, Gabryel, Thiers e um surpreendente Renato, que vinha em corrida de recuperação. Em pouco tempo Douglas deixou a disputa, assim como seu companheiro na Alfa, e os 3 carros BMW da Apple e VG-Motorsport vinham discutindo quem chegaria à ponta do grande prêmio.
Algumas voltas antes de começar a bateria de pit-stops, entretanto, Renato Pereira perdeu controle do seu 320si, na famigerada saída da segunda parte do oval, danificando seriamente a carenagem e perdendo muitas posições. A vitória seria de um carro alemão, mas nem Porteiro nem Gonçalves queriam vendê-la tão barato. A troca de posições era interminável, a mais de 250 km/h, e do mesmo jeito seguiam as disputas no pelotão de trás, até que Douglas Santana acertou Rodrigo Thiers, rodado na pista, findando sua participação em uma bandeira preta polêmica. Thiers, com muita sorte, ainda segurou o carro até o fim, sorte que não tiveram os pilotos da TRD Furia: Victor Targino havia deixado a prova logo no seu começo, enquanto seu pai, Andrei Targino, abandonou 8 voltas depois.
Pereira ainda errou duas vezes mais durante a corrida: uma antes de sua parada nos pits, e outra depois. Gabryel Ribeiro aproveitou para comandar a terceira colocação, garantindo um pódio para a AS Brasil com o Alfa Romeo. A vitória praticamente se decidiu na parada em boxes dos líderes da prova.
Enquanto Fernando Porteiro se esquecia de avisar aos seus mecânicos que era para apenas reabastecer, em vez de também consertar o carro, Vinicius Gonçalves perdeu segundos preciosos por também trocar os pneus de seu carro, manobra que a Apple não realizou no carro de Porteiro, para ganhar tempo. Com esses 5 segundos, a equipe da maçã conquistou a primeira posição, que não foi perdida até se completarem as 35 voltas, em 35m36.207s. Uma vitória muito comemorada por Porteiro, e um segundo lugar com gosto amargo para Gonçalves, que viu a vitória escapar das mãos por uma falha estratégica. Completou o pódio Gabryel Ribeiro, seguido de Renato Pereira (2 voltas atrás) e um resistente Rodrigo Thiers (4 voltas atrás). Pela ordem de saídas da prova, ainda vieram Andrei Targino, Victor Targino, e Douglas Santana, este com desclassificação por não pagar uma bandeira preta.
A Apple Racing Team festejou bastante o resultado, e Porteiro comemorou mais ainda, em uma prova que as apostas eram mais em Pereira que qualquer outro carro. "A disputa com o Vinicius foi sensacional, e dei uma tirada de pé antes dos pits para não prejudicá-lo na minha entrada. Ele notou e também tirou o pé, achei que fôssemos ter problemas, mas deu tudo certo e venci. Agora é ver como vai ser no misto", declarou Porteiro, depois de descer do pódio.
"Dei mole nos pits. Era para não consertar o carro, e acabaram trocando os pneus também. Dava pra vencer a corrida, mas quem dormiu no ponto hoje, acabou ficando de fora. Enfim, é comemorar o segundo lugar e ir pro misto amanhã", justificou Gonçalves.
"Oba, que bom! Um pódio com a Alfa Romeo, realmente não esperava. Mas amanhã, se eu não me envolver em nenhum acidente de novo, vou dar trabalho no misto. Gostei muito do evento, e o pessoal da Alfa está de parabéns. Ótimo acerto, ótima corrida, estou feliz com o pódio", comemorou Ribeiro.
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